Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Simplesmente...

AMO-TE!

A Neblina do Passado

Ando há não sei quanto tempo a ler "A Neblina do Passado", de Leonardo Padura. O que pensei ser um livro interessante sobre Cuba, é uma enfadonha dissertação sobre as dificuldades do povo cubano em tempos de racionalização de alimentos e de pobreza extrema. Existem poucos diálogos, demasiada discrição extremamente teorizada e muitas listas de livros cubanos, de bibliotecas antigas e pormenores chatos. Acabei de ler 114 páginas. Mas por acaso, lê-se bem na praia. Vou ver se o tempo se põe bem. Pode ser que consiga acabar finalmente este livro.

Projecto: Vontade de mudar

Hoje queimei 605 calorias num exercício de 49 minutos.
. 1 minuto : Alongamentos às pernas e aos braços
. 12 minutos: Fiz remo. 2500 metros.
. 10 minutos: Bicicleta. Nível 6. A Andar bem devagarinho.
. 11 minutos: Elíptica. Nível 6.
Restantes 15 minutos:
. Máquina de exercitar pernas: 45 kg. 2 repetições de 25.
. Máquina de exercitar ombros/braços: 45 kg. 2 repetições de 25.
. 100 abdominais.
. 120 abdominais (com máquina).
. Alongamento de pernas e de braços.
Altura: 1,87 metros
Peso: 86 quilos
Tensão e Ritmo Cardíaco (em descanso): 14,3 / 8,6 - RC: 70

Parabéns Rita

Hoje, a minha colega Rita faz anos. Parabéns pelos 34 anos!

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Sonhei

Hoje sonhei novamente contigo. Sonhei desde que me deitei, enquanto me rebolei na cama, até quando o chato do despertador me acordou. Sonhei, nós dois, bem juntos, à frente da lareira, a ouvir o crepitar da lenha sobre um fogo relaxante, numa noite fria e escura. Sonhei, no quanto nos amámos sob aquele espectáculo de cor e calor, nos teus beijos doces e na forma carinhosa como me trataste. Tudo à volta era frio, mas num mundo só nosso, como se uma bolha imaginária nos protegesse do exterior, tudo era quente e agradável. Queria-te abraçar com força para que não pudesses desaparecer, para acreditar que és real e que por alguma razão, da minha mente criativa, não fosses apenas um sonho bom. Queria sentir o teu perfume doce, tocar na madeixa do teu cabelo e sentir que estás aqui. Queria que o momento não acabasse, como se estivesse em "Pause" durante anos, para que não acabasse nunca. De repente, o mundo mudou. Acordei. Respirei Fundo. Olhei à minha frente para perceber onde estava. Percebi-me que tudo aquilo tinha sido um sonho bom, uma salada de pensamentos e acontecimentos, narrados pela consciência criativa do meu ser. Descansei. Relaxei. Olhei para ti e vi que o meu mundo eras tu. Porque estavas ao meu lado.

Terça-feira, 31 de Março de 2009

Dia do AVC

Hoje é Dia do AVC (Acidente Vascular Cerebral). Este dia existe especificamente para nos lembrar que a cada hora, 2 portugueses morrem vítimas de AVC. Também é verdade, que há muitas pessoas que sobrevivem ao 1º AVC e que têm de ter muito mais cuidado com a sua saúde, levando uma vida mais calma, com uma alimentação mais regrada e saudável, embora fiquem com limitações nas actividades da vida diária.
.
O AVC é a principal causa de morte em Portugal. Segundo dados da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular, a taxa de mortalidade em Portugal por AVC é de cerca de 200/100 mil habitantes. É, ainda, responsável pelo internamento de 25 mil doentes por ano.
.
O nosso cérebro é uma estrutura complexa e sensível, é o centro de comando da vida. Para funcionar, esta estrutura necessita de sangue pois é através do sangue que chegam ao cérebro o oxigénio que respiramos e os nutrientes que o mantêm vivo. Por determinadas razões, esse fluxo de sangue pode ser interrompido, levando a uma alteração do funcionamento de uma determinada área do cérebro. Quando isso acontece, por um período de tempo, essa região é lesionada. A essa lesão cerebral é chamada de Acidente Vascular Cerebral.
.
COMO PREVENIR: É possível tomar uma atitude de prevenção que exige atenção e um esforço de mudança de hábitos e estilos de vida:
.
. Hipertensão arterial;
. Diabetes;
. Doenças cardíacas;
. Tabagismo;
. Consumo de bebidas alcoólicas;
. Obesidade;
. Sedentarismo e Inatividade física.
.
A mudança no estilo de vida é muito importante.
.
Uma vida mais activa, com atividades físicas regulares, dieta rica em frutas e fibras e pobre em gorduras ajudam a perder peso, diminuir os níveis de colesterol e controlar a pressão arterial. A diminuição de sal na dieta ajuda a diminuir a pressão arterial e a prevenir o AVC. A diminuição de álcool e a abstenção de fumo podem, também, ajudar a prevenir o AVC. O consumo de álcool e o tabagismo aumentam o risco de um AVC. No entanto, a ingestão de pequenas quantidades de álcool junto às refeições, especialmente de vinho tinto, é comprovadamente um hábito que contribui para a prevenção do AVC.
.
Protega-se. Previna-se. E não seja mais um número das estatísticas portuguesas.

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

É a crise...

Agora tenho de diminuir o n.º de caracteres deste blog. É a crise que me impele a poupar no n.º de caracteres, pois há menos leitores e com menos leitores, os blogs têm de parar a produção, fazer despedimentos colectivos de bloggers e por fim, põe este sítio em processo de insolvência como medida de salvar a empresa, que está mais falida do que eu, porque os seus gestores de negócio deram cabo disto tudo, abrindo contas off-shore e fazendo negócios obscuros. Ai a crise!

Domingo, 29 de Março de 2009

Entroncamento

Hoje fui buscar azeite à Terra dos Fenómenos. O dia está bom, mas dormi à tarde.

Bom fim de semana

Ontem...

Ontem foi o meu 3º Sábado consecutivo a trabalhar. Espero que a crise passe rápido para que os nossos patrões não tenham mais desculpas de nos fazer trabalhar horas extras, de não nos pagar as comissões devidas nem de nos acenarem com contratos a termo ou a recibos verdes.
.
O dinheiro faz falta, todos sabemos. Sem ele, não sobrevivemos e tudo se paga, tudo se compra, até a felicidade e a alegria. Deste modo, os nossos patrões jogam com o nosso medo de perder o emprego, com o receio de não ter meio de pagar as contas. Até quando seremos explorados?
.
Se ainda fossemos avaliados e distinguidos pelo nosso valor, mérito e profissionalismo, bem como determinação e ambição, então esse esforço de trabalhar tão arduamente seria benemérito tanto para nós como para a nossa vida profissional. No entanto, no nosso sistema de trabalho actual, o compradio e a vitamina "C" que parece ser tão essencial numa empresa como é a original para o sistema imunitária do nosso corpo, não deixam que a determinação e o profissionalismo vinguem numa terra de conhecimentos sociais que prevalece sobre aquilo que cada um vale.
.
Esperemos que haja melhoras e que os "trens de cozinha" das empresas sejam apontados como o mal do nosso sistema empresarial e que se comece a valorizar os bons, os determinados, os realmente profissionais.
.
Bom fim de semana!

Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Um novo começo... Será desta?

Espero recomeçar a escrever como fazia antigamente. Se tiver tempo, vou lançar alguns textos de minha autoria ou escrever o dia-a-dia. Resta ver se passo à acção.

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Almoço

Hoje fui almoçar ao Restaurante "Mastro". Fazem lá uma boa picanha. É um tanto ou quanto barulhento, mas tem um ambiente bastante simpático e quente. Os preços são razoáveis para o que se come, apesar de ter achado a picanha ligeiramente salgada para o meu gosto. O atendimento é bom, mas acho que se o restaurante quer ser considerado como um restaurante acima da média, então deveria substituir os guardanapos de pano, pois o meu tinha um grande buraco.
.
O Restaurante Mastro fica na Rua de Santa Marta à frente do Hospital.
.
Bom almoço!

Nota:

Acho que a Angelina Jolie deveria ganhar o Óscar de Melhor Actriz, no filme "A Troca" de Clint Eastwood. Faz um grande papelão!

Revolutionary Road

Ontem fui à estreia do filme "Revolutionary Road" de Sam Mendes, com Kate Winslet e Leonardo Di Caprio, no Almada Fórum, sessão das 21h20. Como sempre, acompanhado pelas minhas ruidosas pipocas e pelo meu grande interesse pelas novas estreias, principalmente em filmes, onde estão nomeados para Óscares ou que já tenham ganho um Globo de Ouro, como foi o caso da protagonista principal. Passado os 20 minutos regulares de publicidade e de trailers, aqueles de "A Duquesa", "The Reader", "Vicky Cristina Barcelona", chamaram-me mais a atenção, pelo que penso que sejam os filmes que quero ir ver da próxima vez.
O filme começa com o encontro entre os protagonistas numa festa, sendo ela uma aspirante a actriz e ele um rapaz com um emprego normal. Passado algum tempo, estão casados, com um casal de filhos, a viver em Revolutionary Road, uma rua onde a classe média alta reside. A pacatez da zona onde vivem, o fracasso da carreira de actriz, a falta de ambição do marido e a sorte de ser promovido, levam-nos a uma espiral de desentendimentos, mentiras e traições, terminando num final trágico, numa cena melodramática bem típica dos filmes de Hollywood. O filme, não é certamente um filme cliché, nem "melocomédioromântico". É sim, um drama representando o típico casal americano e o sonho americano, nas suas vidas privadas, longe do perfeito, escondidas pelas bonitas e brancas vedações e relvados verdejantes. O filme mostra as verdadeiras relações entre um casal, as discussões, ameaças e intrigas. Mostra, também, o acomodar das pessoas depois do casamento e de terem filhos. Parece que ficam sem ambições e têm de viver para os filhos e para a família, como se a partir desse momento a vida estivesse condenada a estar condicionada para a família e para o trabalho, como se os desejos e ambições de antigamente, pudessem ser guardados numa caixa e enterrados nas traseiras da casa.
.
Um filme bem estruturado e pensado, baseado e adaptado no livro com o mesmo nome, é aconselhado para quem goste de cinema, embora se estiver um tanto ou quanto desiludido com o seu casamento ou se estiver deprimido, deixe o filme para outra altura.

Sonho

Sonho como se tivesse acordado, num mundo irreal, criado através do meu subconsciente inconscientemente. Ainda me lembro do que sonhei hoje, ontem e antes de ontem, os sonhos são sempre iguais. Cansam-me. Desgastam-me. São confusos por natureza, misturam-se como se de um cocktail se tratasse. Sonho com o trabalho, com os problemas diários que tento esquecer ocupando a minha cabeça com a minha nova capacidade de amar profundamente, levando-me para um mundo especial onde me sinto relaxado e descansado, longe do mundo real. Não sei se é uma droga, um escape ou apenas um reflexo incondicionado da minha vontade para me alhear dos problemas. O facto é que sinto-me mais feliz quando estou acordado, mas quando me deito, não repouso. E não descanso. Sonho com pessoas que nunca conheci, com sítios onde nunca estive, com partes de filmes ou documentários, com pessoas conhecidas ou que já não vejo há muito tempo. Sonho um infindável mundo de sonhos, ora um sonho de cada vez, ora uma mistela de sonhos, onde o meu tempo é infinito até um som estridente e agudo me acordar, puxando-me para a realidade. Há quem diga que sonhar é expressar o que nos vai alma, o que nos é realmente íntimo e o que nos preocupa, como se nos tornássemos mais verdadeiros e puros, pois os sonhos são das poucas coisas que não controlamos, que não maquilhamos para parecer bem perante a sociedade. Ora eu, no entanto, tento ser eu próprio, numa sociedade hipócrita que não come para andar com bons carros e para aparecer nas festas da moda. Mas, claro, tal como eu, todos nós usamos as nossas máscaras, para disfarçar aquilo que não somos ou para melhorar as imperfeições da nossa personalidade e receios. O que se espera do indivíduo na sociedade, é um ajustamento do mediano ao mediocratismo, como premissa básica de uma sociedade cada vez menos culta e mais cor de rosa, onde a vontade curiosa e mórbida e a procura pelo entertenimento em versão fast-food é cada vez mais generalizada. Tento fugir dos estereótipos, da compulsiva verdade da televisão, das novelas que nos fazem esquecer do mundo real. Mas, quando sonho, sonho com um mundo diferente, irreal e abstracto, onde nada é igual a nada, onde fragmentos da vida real e imaginária se encaixam num puzzle, produzindo uma película de um filme que não me deixa descansar, repousar... relaxar. Ando cansado, deito-me cansado, sonho cansado, acordo cansado. Mas, enquanto faço a minha vida em conjunto com a minha namorada, de quem gosto muito, tento que a vida corra pelo melhor, não seguindo o conceito das emoções curtas e rápidas, vivendo uma vida simples e cheio de coisas boas no sentido em que procuro o caminho da felicidade, pois o meu sonho é ser feliz.
.
. Mas sonhar não chega, o que eu quero é conseguir manter a felicidade para sempre e dar valor às coisas certas.
. E... gostava de descansar no sentido lato da palavra.
.
Desejo bons sonhos a todos!

Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

O meu amor...

o meu amor vive bem alto
tão alto como o céu
e é cintilante
como as estrelas cadentes que iluminam o céu à noite
o meu amor é bonito como um campo de flores silvestres
como um rio fresco que desce as pequenas colinas onde pequenos peixes dançam ao sabor da corrente
o meu amor é livre como um pássaro que voa alegremente
o meu amor é apaixonado e quente como um sol que aquece os nossos corações num belo dia de Primavera
o meu amor é um momento único e somente muitos momentos especiais que são únicos e especiais apenas e só para ti
o meu amor é fresco como a água de uma fonte da montanha com neve
o meu amor é saboroso como a primeira trinca numa suculenta maçã
o meu amor é ar puro como se tivesse no céu e onde não há poluição
o meu amor é alegre, bonito, jovial, e mto romantico
o meu amor é ardente como fogo que arde numa lareira, não violento mas poderoso e emanador de boas vibrações
ri quando tu ris
chora quando tu estás triste
o meu amor é romântico, é aquele que prefere dar uma flores ao som de uma balada numa sala cheia de velas aromáticas
mas ajuda te e da te a força que tu necessitas
o meu amor é único
o meu amor és tu!
amo-te muito, meu amor

Um estudo publicado no Diário de Notícias de 5 de Janeiro de 2009 diz que apenas uma afortunada minoria de "... casais mantêm acesa a paixão dos primeiros instantes. Uma questão de química, dizem os investigadores da Stony Book University. (...) Enamoramento pode manter-se ao fim de 20 anos de vida em comum...".

A ver na página 30, do Diário de Notícias de 5 de Janeiro de 2009.

Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Pensamento do dia

A vida corre gentilmente como um rio fresco e calmo ao sol quente e brilhante de Primavera. Tudo à volta segue o rumo natural, as ervas respiram as últimas gotas do orvalho da manhã, as flores abrem sorrindo para o sol como se de uma explosão de cores se tratasse, as árvores deixam o vento fluir por entre os seus ramos agitando as suas folhas que dançam uma valsa ao som do assobio do grande maestro. Bem cedo, as formigas começam o seu trabalho, procurando e recolhendo alimento para mais uma noite fria. As abelhas zumbem freneticamente como carros em hora de ponta, sabendo que o seu néctar dourado, se encontra à disposição e voam rapidamente, como mulheres em tempo de saldos. Os pássaros aproveitam para saltitar de árvore em árvore, visitando os seus amigos e amigas, chilreando uma música forte como se de uma claque de futebol se tratasse. E ainda assim, não contente com esta situação, o sol afasta, com os seus longos raios, as nuvens passageiras que tentam enublar este cenário tão bucólico. As borboletas apaixonadas pelas lindas cores das flores vagueiam pelo campo e põem-se a contemplá-las como se fossem montras de deliciosos chocolates. Os patos viajantes fazem uma pausa enquanto bebericam a água fresca que corre pelo riacho para se prepararem para mais uma longa jornada. Cada um destes personagens segue o seu rumo normal, confiando nos demais. Seguem porque estão habituados, é da natureza da própria Natureza seguirem os seus instintos.
No entanto, por mais que queiramos que o cenário bucólico se mantenha, sempre que há uma alteração aos comportamentos inerentes a cada elemento deste cenário, tudo pode mudar. Por vezes, a mudança é boa, faz com que hábitos antigos produzam novos e melhores hábitos. Por outro lado, a mudança é perversa, mudando o rumo da história e confluindo todos os elementos numa espiral incógnita. E o que é desconhecido é temido. Ainda assim, há que saber lidar com a mudança e há que conhecer cada elemento e o objectivo de vida. As flores abrem de manhã e fecham à noite, o que permite às abelhas colherem o néctar, às borboletas contemplarem-nas, os pássaros poderem conviver alegremente nas árvores, os patos descansam junto ao leito do rio.
Se um dia houver um incêndio, toda a estrutura natural destes elementos será afectada e poderá nunca mais ser recuperada. Por isso é que os actos inerentes a cada acção tem as suas consequências que poderão traduzir-se em mudanças, sejam elas positivas ou funestas, que tenderão a desestabilizar o equilíbrio normal deste cenário idílico.
Às vezes, mais vale pensar no que se faz, do que sofrer com as consequências.

Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Poema

Andava eu perdido e desencontrado,
Muito mais do que o costume
Olhava para o tempo distante e suspirava,
-
Talvez fosse da estação do ano, talvez...
Então porque me sentia assim?

Diria então que foi quando te conheci
Indagava-me o porquê deste desnortear
Algo que me despertara mais do que um simples interesse
Não era uma simples excitação por algo novo que
Aparecia e desaparecia com o tempo

Muitas vezes pensei se seria cansaço
Ultimamente até podia ser
Interrogava-me sobre o stress do trabalho
Tudo indicava que sim
Ou, talvez, fosse outra coisa

Mesmo assim, insisti em descobrir
Ansiava por uma resposta concreta
Somente isso me faria descansar.

Milagrosamente fez-se luz,
Então eu percebi a razão deste sufoco
Só podias ser tu a causa
Mexeste-me no coração
Originaste um fenómeno

Muita coisa mudou entretanto.
Umas semanas mais tarde,
Ignorando vozes amigas
Trouxe-te para junto de mim,
Orgulhosamente vieste para junto de mim

!

Ainda que levasse as coisas com calma
Sentia que a nossa relação se desenvolvia
Sentimentos mais profundos
Iam de acordo com a vida que levávamos
Naturalmente, como um rio fluía
Apenas tinha de me deixar levar
Doce e gentilmente
Olhando para o céu e pensando em ti

Será que entendes que isto é para ti?
É verdade, não é mentira,
Razões do coração não se explicam
Gosto de te escrever e
Imaginar a tua reacção
Ouvindo-te dizer estas palavras.

Parabéns

Parabéns Marisa!

Hoje é o teu dia! Espero que te divirtas muito e curtas o teu dia. Apenas estás a ficar mais velha e... a idade já não perdoa!

Vou-te dizer isto hoje pessoalmente no Matarello, que para quem não sabe é um restaurante italiano no centro de Almada que tem umas pizzas razoavelmente boas a um preço que pode ser considerado em conta.

Para levar o carro é que vai ser difícil por causa das obras do Metro Sul do Tejo que estão a decorrer pela principal Avenida de Almada. O estacionamento está um pouco complicado e o sentido em algumas ruas foi alterado.

Mas espero que se tenha uma boa refeição e que toda a gente se divirta!

Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Socializar

No nosso dia-a-dia lidamos com muitas pessoas. É fulcral para o ser humano viver em sociedade e a socialização faz parte fundamental da vida humana. Sem socialização, não existe nada. Mas, como nada? - perguntam vocês.


Passo a explicar. Imaginem uma pessoa, uma espécie de ermita, numa montanha, onde não passa ninguém e com quem ele não pode falar. Não socializa com pessoas. No entanto, consegue viver. Porquê? Porque pode ter fé num ente superior e reza todos os dias, "falando" com Deus e debitando todas as rezas sem cessar. Ou então, coabita com os animais da montanha, tratando-os como se de pessoas tratassem, por vezes, perdendo a sua existência humana e ganhando hábitos de animais. E porque isso acontece? Porque há sempre necessidade de haver socialização. Sem socialização, não existe Humanidade.


Se o ermita não socializar com ninguém, se for um ser estático, sem possibilidade de poder conversar ou interagir com outras pessoas ou animais e se não tiver crenças, esse ermita não terá vontade de existir porque está só no mundo.





Todos nós, por mais sós que estejamos, temos com quem socializar. Errado? Não! A verdade é que temos com quem socializar, mas por vezes, não são as pessoas com quem queremos socializar. Daí que a expressão "tenho muitos amigos, mas sinto-me só" tenha muita validade neste discurso. O acto de socializar implica comunicar/interagir por gestos ou por palavras com outras pessoas. Não implica a quantidade nem a qualidade dessa interacção. Mais, a qualidade de socialização tem maior importância que a quantidade de socialização. Haverá melhor do que ouvir as palavras certas durante 10 minutos do que ouvir um discurso longo, com imprecisões e/ou incoerências, com mentiras e omissões pelo meio? O que interessa se uma pessoa fala e fala, mesmo com coerência, e não diz nada? Por vezes, o acto de socializar não implica o acto de falar. Um abraço, um beijo, um carinho. Valem por mais de 1000 palavras e o efeito no ser humano é tremendamente maior do que um discurso elaborado. Será que um "amo-te" chega para definir o que uma pessoa amada sente pela outra? Ou apenas as suas acções interessam? Não querendo generalizar as coisas, a minha resposta é, que cada um é, conforme a experiência de vida que tenha, ou seja, indepedentemente do número de socializações, da qualidade de socializações e do determinado "ambiente" e contexto de vida.



Socializar é bom. Falar é bom. Discutir é bom. Mas é melhor um abraço ou um beijo.

Se temos que socializar para existir, por que não socializar melhor com quem que nos quer bem?

Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

O que é estranho?

Formulando-se esta pergunta a um número aleatório de pessoas de forma desprevenida, as respostas iniciais não passam de pequenos «ais» como se a pergunta fosse demasiada estranha para ser feita. No entanto, olho a quem questionei de forma a que ele ou ela entenda que a pergunta não é fortuita, nem desnecessária. Às vezes, as pessoas estão tão habituadas ao mundo em sociedade, àquilo a que chamamos de rotina ou ao dia-a-dia, que uma simples questão (tirada fora do contexto dito normal) é motivo de surpresa. Ainda assim, volto a perguntar «o que é um estranho?». As respostas são variadas, não significando que sejam longas e bem explicadas. Respondendo vagamente, uns tentam responder de forma coerente e concisa, como se de uma pergunta muito importante se tratasse, como se a vida do planeta dependesse da sua resposta. Outros, pouco dizem, apenas o simples e a explicação normal como se estivessem a debitar um dicionário. Os restantes, não querendo dar parte fraca, ora por terem sido apanhados de surpresa e não terem resposta, ora por não saberem o que dizer ou não terem opinião formada, respondem com uma pergunta. «Mas... porque perguntas isso?». Não querendo ser indelicado, ainda por cima por ter recebido uma resposta em forma de pergunta, tento reformular a pergunta de forma concisa e eficaz para que o meu ou a minha interlocutora perceba que eu estou a fazer uma pergunta muito aberta e que as respostas são múltiplas. E, claro, a opinião dele ou dela contam. Como não tenho o hábito de perguntar as coisas por perguntar, excepto quando já sei a resposta e apenas pergunto para confirmar a resposta, àquilo a que se apelida por pergunta retórica.

A verdade é que nas duas frases apenas uma pequena palavra foi adicionada à 2ª questão que alterou o significado da pergunta. O que é estranho e o que é um estranho? Estranhamente, é muito estranho andares a perguntar às pessoas o que é estranho e o que é um estranho. Acho estranho, por um lado, que ainda estejas a ler este texto porque é um pouco estranho da tua parte ainda não teres percebido que esta estranha conversa não vai levar a lado nenhum. Ou talvez a um sítio estranho com uma estranha... dor de cabeça, uma estranha confusão ou um estranho dejá vu. É tudo muito estranho e por isso vou acabar com isto.