Fomos ontem ao Centro Cultural de Belém ver a Colecção Berardo, no âmbito da iniciativa do Festival dos Oceanos, que consistia em visitar vários museus de Lisboa das 18h00 às 24h00. Não sei se foi por estarmos cansados após um dia de trabalho ou por ainda não termos jantado, mas não gostei do que vi. Eu gosto bastante de arte contemporânea, já visitei muitos museus e galerias de arte contemporânea, por isso, já nada me choca. No entanto, o Museu da Colecção Berardo, que tinha 3 exposições, 1 permanente e 2 temporárias, apenas uma delas era interessante, a de um arquitecto africano e a mostra de vários planos de construção, maquetes e desenhos. A exposição permanente é longa, chata e exclusivamente feita para chocar quem visita aquele espaço. Creio que o objectivo da arte contemporânea seja traduzir uma determinada obra, num ou mais sentimentos, mostrar valor e sentido, mesmo que a obra pareça irregular ou simbologicamente sem sentido. As peças expostas pareciam ter sido feitas por amadores, sem sentido estético e sem uma explicação lógica ou do artista plástico. Acredito que expor peças e deixar a definição da lógica da peça sem uma explicação, não é fazer arte contemporânea. É apenas um monte de lixo que deitam num espaço amplo e que dizem que é arte. Digo, ainda, que é absurdo e ridículo, haver uma enorme sala, com 3 ou 4 conjuntos de luzes flurescentes acesas e a explicação daquela "peça de arte" é dizer o nome do autor, a peça é desconhecida e a definição é 3 lâmpadas flurescentes de 40W.
Fico feliz por ter ido ver a Colecção do Museu Berardo pela iniciativa do Festival dos Oceanos porque assim não tive que pagar para entrar.

1 rascunharam no diário:
Grande porcaria a exposição...
Só gostei a do arquitecto portugues que viveu mtos anos em moçambique, tem várias obras suas nos paises africanos, angola, sao tome e principe, africa do sul etc.
Aconcelho a irem a TaTe Modren em Londres é superior...o que vi foi horrivel...Se vos for possivel lá irem...
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